17-12-2021
O Grupo Águas de Portugal apresentou a 17 de dezembro de 2021 o Compromisso de Igualdade numa sessão focada na ética, conduta, governance e boas práticas com intervenções de vários responsáveis do setor público e com a participação do Ministro do Ambiente e da Ação Climática.  Nesta sessão foi apresentada a Política de Integridade e tomou posse o novo Conselho de Ética do Grupo Águas de Portugal, órgão consultivo independente que tem como membros António Correia de Campos (presidente), Henrique Gouveia e Melo (vice-presidente) e Ana Monteiro de Sousa (vogal). Na ocasião a AgdA – Águas Publicas do Alentejo subscreveu o Compromisso de Integridade, consolidando um modelo de governação assente nos mais elevados padrões éticos, na transparência, responsabilidade e na excelência das práticas de gestão pública. O evento foi transmitido em streaming neste link: https://www.youtube.com/watch?v=IVysEVHNLXE  
01-10-2021
A AgdA - Águas Públicas do Alentejo consigna esta manhã a empreitada de reabilitação da ETA do Enxoé, em Serpa, que representa um investimento de cerca de 7,5 milhões de euros, cofinanciado pela União Europeia através do PO SEUR, e tem um prazo de execução de 635 dias. A reabilitação desta ETA vem reforçar a capacidade de tratamento em qualidade e quantidade do Sistema de Abastecimento de Água do Guadiana Sul, marcando o início das importantes intervenções destinadas a melhorar o serviço prestado nos concelhos de Barrancos, Mértola, Moura e Serpa. Durante a tarde, é assinalada a entrada em operação da nova ETAR da Comporta, através de uma visita do Conselho de Administração da empresa e do Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal. Esta importante infraestrutura vem garantir a melhoria do serviço prestado à população e garantir o adequado tratamento dos efluentes urbanos e a preservação do ecossistema estuarino do Rio Sado. Trata-se de um investimento de 1,9 milhões de euros que, juntamente com a empreitada relativa ao Sistema Intercetor e Tratamento de Águas Residuais da Comporta, em atividade desde 16 de setembro de 2020, completa uma intervenção num investimento total de 2,7 milhões de euros, cofinanciado pela União Europeia através do PO SEUR.
20-08-2021
Vai iniciar-se a reabilitação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Rosário, assim como de parte do sistema intercetor, infraestruturas que irão servir a população e garantir o adequado tratamento dos efluentes urbanos.   Rosário, 19 de agosto de 2021 – Decorreu hoje a cerimónia de assinatura do contrato da empreitada do Sistema de Transporte e Tratamento de Águas Residuais do Rosário entre a AgdA - Águas Públicas do Alentejo e a SADE – Compagnie Génerale de Travaux d’Hydraulique - Sucursal. A nova ETAR está dimensionada para tratar as águas residuais de uma população de cerca de 468 habitantes-equivalentes, pertencentes à população do lugar do Rosário, no concelho de Almodôvar. Representando um investimento total de 836 mil euros, a ETAR do Rosário tem um prazo de construção de 150 dias. A presente empreitada compreende também a construção de uma estação elevatória, no local onde atualmente se localiza a ETAR da Bacia A, que será desativada e demolida, assim como de uma conduta para transporte do efluente para a ETAR a reabilitar.
06-07-2021
A AgdA prestou homenagem a Joaquim Marques Ferreira, antigo Presidente do Conselho de Administração da empresa, em cerimónia que decorreu a 5 de julho, na ETA da Magra (Beja), com a presença do Ministro do Ambiente da Ação Climática. Com uma grande visão e capacidade de realização, Joaquim Marques Ferreira deu ao país um grande contributo no setor do ambiente, conservação da natureza e gestão dos recursos hídricos. Deixou uma marca muito importante no setor da água, em especial na região do Alentejo, onde a sua intervenção visionária levou por diante iniciativas e projetos estruturantes de enorme relevância para o desenvolvimento do nosso país e para o futuro de todos nós. Exemplo disso são a sua intervenção determinante no processo de constituição do SPPIAA e da AgdA e na gestão das empresa durante quase 10 anos, enquanto Presidente do Conselho de Administração, quer noutras intervenções substantivas da gestão de recursos hídricos no Alentejo, nomeadamente enquanto Administrador, e posteriormente Presidente, da EDIA. A cerimónia de homenagem, que foi transmitida online em direto, teve intervenções de Luís Miranda, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Beja, Luís Dias, Presidente da AMGAP, Francisco Narciso, Presidente da AgdA, José Furtado, Presidente da Águas de Portugal, e João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Ação Climática. Depois da cerimónia decorreu uma tertúlia alusiva ao processo de constituição e balanço e projeção para o futuro da parceria pública para a gestão do sistema público integrado de águas do Alentejo, quando se assinalam os 10 anos de atividade da AgdA (2020). A tertúlia reuniu personalidades que tiveram uma intervenção relevante na constituição da parceria, a saber, Pedro Serra, antigo Presidente da Águas de Portugal, José Maria Pós de Mina, antigo Presidente da Câmara Municipal de Moura, Fernando Caeiros, antigo Presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, António Sebastião, antigo Presidente da Câmara Municipal de Almodôvar, e António Camilo, antigo Presidente da Câmara Municipal de Odemira, tendo sido moderada por João Serranito Nunes, Vogal do Conselho Executivo da AMGAP, e Rui Ferreira dos Santos, Presidente da Comissão de Parceria.
06-07-2021
O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e a Secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, participaram a 5 de julho num roteiro dedicado ao abastecimento de água no Alentejo, visitando infraestruturas que totalizam um investimento de cerca de 25,8 milhões de euros e que servem os municípios de Aljustrel, Barrancos, Castro Verde, Mértola e Moura O roteiro arrancou com visitas a três infraestruturas do Sistema de Abastecimento do Guardiana Sul, concebido para resolver problemas históricos de fiabilidade e qualidade do abastecimento às populações. Em Moura, foi inaugurada a Adução a Moura-Barrancos no Reservatório de S. Lourenço, que vai combinar água de superfície da albufeira do Enxoé com a das captações de Moura-Ficalho para capitalizar as disponibilidades locais e melhorar a qualidade da água fornecida. A empreitada da sua construção, que integrou ainda três estações elevatórias e 30,4 km de adutoras, representou um investimento de 3,9 milhões de euros, cofinanciado em 85% pelo PO SEUR. Seguiu-se uma visita à ETA de Enxoé, no concelho de Serpa, que será reabilitada. A ETA está dimensionada para servir cerca de 34 mil habitantes dos municípios de Serpa, Moura, Barrancos e de parte do concelho de Mértola. A empreitada de conceção-construção de ampliação e adaptação da ETA do Enxoé, já adjudicada, inclui a duplicação da sua capacidade de tratamento para 518,4 m3/h e a utilização de soluções energéticas amigas do ambiente, com a instalação de uma unidade de produção de energia para autoconsumo com capacidade de 300 kW de produção, o que lhe permitirá ser autossuficiente. Esta intervenção representa um investimento de cerca de 7,5 milhões de euros, cofinanciado em 85% pelo PO SEUR. Na visita à ETA de Enxoé foi ainda assinado o contrato de concessão relativo à utilização dos recursos hídricos e de infraestruturas públicas para captação de água superficial destinada ao abastecimento público na albufeira do Enxoé entre a AgdA e a APA – Agência Portuguesa do Ambiente. Por fim, foi visitado o novo Reservatório de Ledo, uma das dez povoações do concelho de Mértola que foram integradas no sistema do Guadiana Sul, o que permitiu solucionar os graves problemas de qualidade de serviço existentes, seja por quantidade como por qualidade da água disponível, o que exigia, sistematicamente durante os meses de maior consumo, o recurso a transporte de água por autotanque. A Empreitada de Adução Mértola Noroeste ligou estas povoações ao Reservatório de Mértola, anterior extremo do Sistema Guadiana Sul, permitindo assim que possam ser abastecidas por água proveniente da ETA do Enxoé. Foram executados três novos reservatórios, três estações elevatórias e 68 km de adutoras, num investimento de 4,5 milhões de euros, cofinanciado em 85% pelo PO SEUR. O roteiro continuou com a inauguração do Reservatório de Castro Verde, integrado no Sistema de Monte da Rocha, concebido para pôr fim à necessidade pontual, durante os meses de maior consumo, de recorrer a autotanques para suprir as necessidades, e para resolver problemas de incumprimento dos parâmetros de qualidade. A Empreitada de Reforço da Adução em Castro Verde integrou três novas estações elevatórias e cinco reservatórios, para além de 45 km de adutoras. Representando um investimento de 4,8 milhões de euros, cofinanciado em 85% pelo PO SEUR,permitiu reforçar o abastecimento à sede de concelho, ligar onze povoações e ampliar a capacidade de transporte desde a ETA de Monte da Rocha. Seguiu-se a inauguração da reabilitação da ETA do Roxo, no concelho de Aljustrel. A ETA do Roxo é a principal instalação produtora de água para o Sistema do Roxo Poente, responsável pelo abastecimento de água à totalidade do concelho de Aljustrel e, parcialmente, aos concelhos de Santiago do Cacém, Odemira, Grândola e Beja. Em situação de necessidade, esta ETA pode ainda fornecer água à cidade de Beja, como redundância da ETA da Magra. A sua reabilitação e beneficiação da linha de tratamento, com a inclusão de novas etapas, visou melhorar o processo de captação e tratamento, tendo em consideração as alterações de qualidade da água na origem (albufeira do Roxo) ocorridas nos últimos anos. Dimensionada para produzir 500 m3/h de água para consumo, dispõe ainda de uma unidade de produção de energia fotovoltaica para autoconsumo com uma potência de 72 kW. O investimento total efetuado ascendeu a 5,1 milhões de euros, cofinanciados em 85% pelo PO SEUR.
01-06-2021
Acompanhado pelos presidentes das câmaras municipais de Barrancos, de Grândola, de Moura e da Vidigueira, decorreu o roteiro “Saneamento no Alentejo”, com a participação da Secretária de Estado do Ambiente, que inaugurou uma nova ETAR em Grândola e a reabilitação da ETAR de Amareleja, no concelho de Moura, investimentos executados pela AgdA – Águas Públicas do Alentejo, S.A. e que totalizam 4 milhões de euros. O roteiro integrou também visitas à Herdade do Monte da Ravasqueira e à Herdade Pimenta, da Casa Relvas, a propósito de projetos piloto de produção de água para reutilização na rega de vinhas que estão a ser implementados, em parceria com empresas do Grupo Águas de Portugal, e que são prova da aposta na promoção do potencial da produção e utilização de ApR - Água para Reutilização (água residual tratada) para uma gestão integrada da água e para a proteção dos recursos hídricos na região. O roteiro “Saneamento no Alentejo” destacou infraestruturas de saneamento da AgdA – Águas Públicas do Alentejo, empresa responsável pela gestão do Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo (SPPIAA), bem como projetos piloto de produção de água para reutilização na rega de vinhas que concretizam o potencial da produção e utilização de ApR - Água para Reutilização (água residual tratada) para uma gestão integrada da água e para a proteção dos recursos hídricos na região. O roteiro iniciou-se em Grândola, com a inauguração da nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), que recebe a totalidade das águas residuais domésticas da Vila de Grândola, estando dimensionada para servir 9.000 habitantes-equivalentes com uma capacidade de tratamento de 1.966 m3/dia. A entrada em funcionamento desta instalação permitiu desativar duas ETAR (Ameira e Fontaínhas) que se encontravam obsoletas e sem capacidade de tratamento dos volumes de águas residuais da Vila de Grândola, nem condições para dar cumprimento aos normativos legais. A ETAR dispõe de uma linha dedicada para tratamento complementar do efluente tendo em vista a sua reutilização para lavagens e rega dos espaços verdes Além da ETAR de Grândola, a renovação do subsistema de saneamento de Grândola envolveu a construção de uma estação elevatória de águas residuais, a reabilitação de duas estações elevatórias e a construção de condutas elevatórias e coletores gravíticos, entre outras intervenções, totalizando um investimento superior a 3,6 milhões de euros, concretizado pela AgdA – Águas Públicas do Alentejo com o cofinanciamento em 85% pelo PO SEUR - Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos. O roteiro integrou ainda a inauguração da reabilitação da ETAR de Amareleja, no concelho de Moura, intervenção que representou um investimento total de 372 mil euros, cofinanciado a 85% pelo PO SEUR - Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, e permitiu dimensionar a instalação para tratar um caudal médio de 539 m3/dia de águas residuais produzidas por 3.000 habitantes-equivalentes. Criado em 2009, o Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo (SPPIAAlentejo) insere-se num modelo de gestão inovador para o setor da água que assenta na celebração de contratos de parceria entre o Estado central e as Autarquias Locais para a gestão integrada do ciclo urbano da água. O montante atualmente previsto para o plano de investimentos inicial em infraestruturas de abastecimento de água e de saneamento no âmbito do SPPIAAlentejo ronda os 250 milhões de euros, valor a executar pela AgdA – Águas Publicas do Alentejo, a quem está atribuída a respetiva exploração e gestão. O investimento já realizado em sistemas de saneamento de águas residuais ronda os 50 milhões de euros, num total de 150 milhões de euros.
03-05-2021
A AgdA - Águas Públicas do Alentejo vai avançar com investimentos para melhoria dos processos de tratamento de águas residuais em Ermidas-Sado e para proteção da qualidade da água em seis albufeiras que abastecem diversos concelhos alentejanos. Representando um investimento de 1,2 milhões de euros, a executar em dois anos, o projeto “Intervenções para reabilitação e proteção da captação de Ermidas-Sado e intervenções integradas multissetoriais em albufeiras com origens de água para abastecimento público” tem financiamento garantido através do Programa COMPETE, ao abrigo da iniciativa REACT-EU (Assistência de Recuperação para a Coesão e os Territórios da Europa). Neste projeto integram-se as intervenções, já em curso, para melhoria do tratamento dos efluentes na zona de Ermidas-Sado, concelho de Santiago do Cacém, e o desenvolvimento de outras intervenções para proteção da qualidade da água em seis albufeiras que são origem de abastecimento de água para consumo de diversos concelhos alentejanos, designadamente Alvito, Enxoé, Roxo, Monte da Rocha, Monte Clérigo e Santa Clara. No que respeita ao saneamento, além de assegurar a melhoria dos processos de tratamento dos efluentes de Ermidas-Sado na ETAR de Ermidas-Sado, está ainda prevista a deslocação do local de descarga do atual emissário da ETAR para uma zona menos sensível. No que respeita às intervenções para proteção da qualidade da água nas seis albufeiras referidas, estas envolvem, nomeadamente, a remoção de lamas e outros inertes em pontos estratégicos dos braços principais nas respetivas cabeceiras; a constituição de bacias de retenção de sedimentos resultantes do assoreamento decorrente do caudal sólido carreado pelas principais linhas de água que afluem às albufeiras; a construção de travessões galgáveis para promover a deposição de sedimentos; e a vedação de margens em alguns pontos, para proteção da qualidade da água. A este nível, o projeto terá como parceiros as respetivas entidades gestoras dos empreendimentos hidroagrícolas, a EDIA, a Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado, a Associação de Beneficiários do Mira e a Associação de Beneficiários do Roxo, para o desenvolvimento das linhas estratégicas das intervenções e dos respetivos projetos de execução a implementar.
22-04-2021
A região servida pela AgdA – Águas Públicas do Alentejo regista um total cumprimento da Diretiva das Águas Residuais Urbanas (DARU), diretiva 91/271/CEE de 21 de Maio, de acordo com informação contida no Relatório do Gabinete de Apoio à Gestão do PENSAR 2020. Após 10 anos de atividade e cerca de 50 milhões de euros de investimento em sistemas de tratamento de águas residuais, a AgdA congratula-se por este importante marco, possível pela entrada em operação de um importante conjunto de infraestruturas. em particular em 2019, que veio dar importantes contributos para a resolução das últimas situações de contencioso. A existência de um conjunto importante de aglomerações em incumprimento, relativamente à recolha e tratamento de águas residuais urbanas (DARU), constituiu um dos principais motivos subjacentes à constituição em 2009 da parceria entre o Estado e os Municípios, aos quais chegaram a estar associadas 33 instalações em 18 concelhos e mais de 150.000 equivalente de população no âmbito do Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo (SPPIAA), dos quais o Estado português foi alvo de três processos de infração relativamente a 19 aglomerações num universo nacional de 68. No 10.º aniversário da AgdA e num momento em que, no atual surto pandémico pela COVID-19, é cada vez mais evidente a importância da saúde e da qualidade do ambiente, e nomeadamente o controlo da poluição, a AgdA reafirma o seu compromisso para com as comunidades servidas pelo SPPIAA e o seu empenho na construção de soluções que permitam responder com qualidade e segurança aos desafios que esta região enfrenta.
22-04-2021
Em visita com o executivo da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo que se realizou a 24 de abril, a empresa assinalou a entrada em funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Montemor-o-Novo, que serve a cidade. A nova ETAR está dimensionada para tratar as águas residuais de uma população de cerca de 10.250 habitantes-equivalentes e tem uma capacidade de tratamento de 1.961 m3/dia de águas residuais. Recebe a totalidade das águas residuais domésticas da cidade de Montemor-o-Novo através de um emissário que se estende desde a estação elevatória, localizada numa das duas antigas ETAR já desativadas, até à nova instalação, que está localizada fora do perímetro urbano. Esta instalação está equipada com um sistema de tratamento tecnologicamente avançado e dispõe de uma linha dedicada para tratamento complementar do efluente tendo em vista a sua reutilização para água de serviço (p.e. lavagens) constituída por filtração e desinfeção por hipoclorito de sódio, admitindo-se ainda a possibilidade de se produzir água para reutilização (ApR) para outros fins adequados. Possui ainda uma unidade de receção de efluente proveniente de limpa fossas constituída por tamisação/ desarenação, equalização e elevação. Para além da remodelação da ETAR de Montemor-o-Novo, foram efetuadas intervenções no sistema intercetor, através da construção de três novas estações elevatórias (duas das quais por conversão das antigas ETAR) e 5,4 km de novos troços, com desativação de parte do anterior sistema. O investimento total efetuado ascendeu a cerca de 4,6 milhões euros (2,5 milhões de euros na nova ETAR) e foi cofinanciado em 85% pelo PO SEUR. A entrada em funcionamento desta ETAR permitiu resolver um processo de contencioso comunitário relativo ao incumprimento da recolha e tratamento de águas residuais urbanas (DARU), constituindo este um dos objetivos subjacentes à constituição em 2009 da parceria entre o Estado e os Municípios no âmbito do Sistema Público de Parceria Integrado de Águas do Alentejo (SPPIAA).
22-04-2021
A AgdA - Águas Públicas do Alentejo lidera os consórcios responsáveis por dois projetos de produção de água para reutilização (ApR) em atividades agrícolas financiados pelo Fundo Ambiental que pretendem promover a produção e utilização de ApR em atividades agrícolas no Alentejo, região que se caracteriza por uma intensa atividade agrícola e, simultaneamente, baixos índices de precipitação agravados pelos efeitos crescentes das alterações climáticas.   A urgência de adaptação às alterações climáticas, o uso eficiente da água e a valorização dos recursos numa ótica de economia circular, entre outros, são desafios fundamentais no setor da água e que assumem especial relevância na área de atuação da AgdA. A aposta da empresa em I&D e inovação pretende encontrar novas soluções para estes desafios, permitindo-lhe ser mais resiliente e capaz de dar respostas eficientes e sustentáveis aos seus clientes. A crescente preocupação do setor agrícola com a eficiência hídrica e necessidade de diversificar as suas origens de água, em especial no Alentejo, abre espaço à implementação de projetos experimentais de utilização de ApR em atividades agrícolas, como o REUSE e o AQUA VINI, o que justifica a aposta da AgdA – Águas Públicas do Alentejo na promoção do potencial da produção e utilização de ApR - Água para Reutilização (água residual tratada) para uma gestão integrada e para a proteção dos recursos hídricos na região.   REUSE II  O REUSE integra um sistema de produção de ApR através da desinfeção solar das águas residuais tratadas na ETAR de Beja, para utilização, por um agricultor da região, na rega de um pomar de romãzeiras, tendo como objetivo estudar o impacto da utilização desta água no desenvolvimento das plantas e frutos, o balanço de nutrientes e a avaliação da eventual poupança na dosagem de fertilizantes minerais, a avaliação do impacto da ApR nos recetores ambientais (solo e água) e a avaliação ainda do impacto desta água no sistema de rega da exploração agrícola. Resultado de uma parceria entre a AgdA, a AdP VALOR, a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, o ISA – Instituto Superior de Agronomia, a EFACEC e o Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR), o projeto vem dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos na 1ª fase do projeto, que arrancou em março de 2019, permitindo realizar novas campanhas de rega para consolidar os bons resultados alcançados.   AQUA VINI O AQUA VINI pretende contribuir para a promoção da produção e utilização de água para reutilização (ApR) na atividade vitivinícola na região do Alentejo, mais especificamente na vinha produzida na Herdade da Ravasqueira, gerida pela Sociedade Agrícola D. Diniz, S.A. O consórcio responsável pelo projeto integra a AgdA, a AdP VALOR, a Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo, o Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR) e os produtores do Monte da Ravasqueira. Este projeto pretende contribuir para o aumento do conhecimento técnico sobre a reutilização de água na atividade de regadio, os efeitos desta aplicação no desenvolvimento das culturas irrigadas e o impacto nos recetores ambientais solo e recursos hídricos, bem como nos sistemas de rega. Permitirá ainda a avaliação do eventual impacto da ApR, que será produzida na ETAR de Arraiolos Poente, na qualidade da água da charca, origem de água para a rega da vinha, e a avaliação da eficácia das barreiras naturais existentes. Será ainda avaliada a possibilidade de regar diretamente com ApR uma parcela da vinha. Serão realizadas as avaliações do risco das duas opções de utilização e estudadas as soluções de tratamento complementar necessário em função do esquema de utilização em causa. Adicionalmente, será realizada uma campanha de comunicação, com a definição de ações de comunicação específicas para a promoção da atividade de reutilização no regadio, para a disseminação do projeto como uma boa prática para gestão eficiente dos recursos hídricos, para a capitalização das sinergias obtidas e para a sua integração nas ações previstas no Plano Regional de Eficiência Hídrica da Região do Alentejo.
20-04-2021
Em entrevista para a Ambiente Magazine, Simone Pio, vice-presidente da AgdA, empresa líder no consórcio do projeto, explicou que o AQUA VIN visa, essencialmente, a “promoção da produção e utilização de água para reutilização (ApR) na atividade vitivinícola na região do Alentejo”, mais especificamente na “vinha produzida na Herdade da Ravasqueira”, gerida pela Sociedade Agrícola D. Diniz, S.A: “A ApR será produzida na ETAR de Arraiolos Poente, infraestrutura explorada e gerida pela AgdA”. São amplamente reconhecidas as limitações dos recursos hídricos no Alentejo, uma das regiões do país com o “mais baixo índice de precipitação” e uma das “mais afetadas por eventos extremos de ondas de calor”, onde os “desafios da gestão da água e de adaptação às alterações climáticas são mais críticos”. Por isso, encontrar respostas a estas limitações e aos desafios da região, relativamente a escassez de matéria orgânica nos solos, é fundamental e cria oportunidades de aposta em abordagens de economia circular.O AQUA VIN pode ser uma dessas respostas. Trata-se de um projeto que surgiu de uma parceria firmada recentemente entre a AdP VALOR, empresa do Grupo AdP (Águas de Portugal) e a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), com vista à promoção de ações concertadas entre os serviços de abastecimento de água e saneamento de águas residuais e a atividade vitivinícola para responder às alterações climáticas no Alentejo, promovendo o combate à desertificação do território e a economia circular. Mais informações em https://www.ambientemagazine.com/projeto-de-reaproveitamento-de-agua-vai-regar-vinhas-no-alentejo/

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